Governo Federal está desobedecendo decisão do STF para o financiamento de leitos de UTI em São Paulo

De acordo com governador João Dória, o Ministério da Saúde ainda não fez o repasse dos R$ 245 milhões por mês ao Estado de São Paulo

Durante seu pronunciamento nesta quarta-feira (10), o governador João Dória (PSDB) cobrou do Ministério da Saúde, o repasse imediato de R$ 245 milhões por mês ao Estado de São Paulo para manter leitos de UTI destinados a pacientes com COVID-19.

A ministra Rosa Weber, concedeu no dia 27 de fevereiro, uma liminar atendendo o pedido ajuizado pela PGE (Procuradoria Geral do Estado), solicitando a retomada do custeio dos leitos leitos de UTI destinados aos pacientes com coronavírus. Os repasses federais vinham sendo drasticamente reduzidos pelo Ministério da Saúde desde o segundo semestre de 2020 e foram totalmente suspensos há dez dias.

“O Governo Federal está desobedecendo decisão do STF para reabilitação de leitos COVID em São Paulo. Parece inacreditável, mas é verdade”, afirmou o Governador. “Não é diferente na Bahia, Maranhão e Ceará, Estados que, como nós, também entraram com medidas no Supremo, ganharam e não tiveram reabilitação de seus leitos”, acrescentou Doria.

O governo do estado afirma várias cidades estão sofrendo com a falta de leitos de internação e que não possui condições de abrir mais leitos de UTI, pois necessita dos recursos federais para atentar a elevada demanda que o momento obriga.

Na semana passada, conforme informações da Revista Isto É, o Secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, cobrou do governo federal, o repasse dos recursos para custeio do serviço, e destacou a atuação estadual, que segundo ele, ampliou o número de leitos, que no início da pandemia eram 3.500 e atualmente são 8.839.

“No ano passado, o Ministério da Saúde deixou de investir nesses leitos a cifra de R$ 1,4 bilhão. Em 2021, nós tivemos a cada mês o não aporte de R$ 245 milhões, o que dá quase meio bilhão de reais não investidos na Saúde”, afirmou o Secretário da Saúde Jean Gorinchteyn. “Nós nunca vivemos uma crise sanitária como essa. Nunca. Precisamos de recursos para ajudar a nossa população.”

Da Redação

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